Scheidt sobe para 5º lugar no Mundial da Laser e fica mais perto de vaga olímpica

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FOLHA/UOL

 

Maior medalhista olímpico da história do Brasil, com dois ouros, duas pratas e um bronze, Robert Scheidt deu um novo passo para garantir vaga nos Jogos de Tóquio-2020, neste sábado, em Sakaiminato, no Japão, ao subir da sétima para a quinta posição na classificação geral do Mundial da classe Laser da vela.

O bicampeão olímpico conquistou um quinto e um segundo lugares nas regatas do dia e na madrugada deste domingo (no horário de Brasília) vai iniciar as disputas da flotilha de ouro da competição. Para garantir o direito de representar o País em sua sétima Olimpíada, o velejador de 46 anos precisa terminar entre os 18 melhores em Sakaiminato, além de ser o brasileiro mais bem colocado na disputa. A vaga, porém, só estará assegurada se outro velejador do Brasil não for medalhista no evento-teste olímpico em Enoshima, ainda neste ano, ou subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020.

“Foi mais um dia bom aqui em Sakaiminato. O vento continuou forte, na casa dos 18 nós, e mar com muita onda, o que gera uma disputa bem exigente fisicamente. Consegui velejar bem nas duas regatas, sendo consistente, o que me deixa bem feliz com essa atuação, tanto de hoje (sábado) como de ontem (sexta-feira). Agora começa a fase ouro, com mais seis provas. Vou tentar continuar em um ritmo bom, pois agora as coisas ficam mais complicadas. Os scores devem ser mais altos, as largadas mais difíceis, mas vou dar tudo para lutar pelo pódio e pela vaga na Olimpíada”, afirmou Scheidt, por meio de declarações distribuídas pela sua assessoria neste sábado.

E na disputa particular que trava com os outros brasileiros que participam deste Mundial, ele ostenta grande vantagem. Com 17 pontos perdidos e na quinta posição no geral, está 23 postos à frente de Bruno Fontes (28º, com 57 pontos perdidos). Os outros representantes do País na competição são João Pedro Souto de Oliveira, 38º colocado, e Philipp Grochtmann, 74º, estes com respectivos 68 e 133 pontos descontados.

O Mundial em Sakaiminato conta com 160 barcos de 58 países e Scheidt vem em franca evolução desde a sua estreia, na última quinta-feira, quando foi mal e fechou o dia na 32ª colocação no geral. Na sexta, ele obteve um quarto e um terceiro lugares nas regatas e saltou para a sétima posição, antes subir para o quinto neste sábado.

Com seis participações olímpicas no currículo, Scheidt tenta se tornar o recordista brasileiro em presenças nos Jogos, com sete, e poder lutar para conquistar sua sexta medalha, sendo a quarta na classe Laser, na qual ele faturou ouros em Atlanta-1996 e Atenas-2004, além de uma prata em Sydney-2000. Já na classe Star, o lendário velejador levou uma prata em Pequim-2008 e um bronze em Londres-2012.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estadão Conteúdo