A ex-mulher de Ronaldinho Gaúcho, Priscilla Coelho, revelou, em entrevista ao portal “Universa”, publicada nesta sexta-feira, ter sido agredida pelo ex-jogador do Barcelona em dezembro de 2018. A acusação rendeu uma ação, que segundo ela, corre em segredo de justiça.

Priscila afirma pedir uma indenização e a partilha dos bens adquiridos por ele entre 2012 e 2019, período em que os dois, ainda segundo a mulher, ficaram juntos. A violência por parte de Ronaldinho teria acontecido em uma festa, na casa em que viviam, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

– Me arrependo amargamente de não ter chamado a polícia. Durante uma briga, ele me empurrou com força e eu caí no jardim do vizinho. Tinha espinhos na grama e eu me machuquei bastante. Passei duas horas ali, chorando, sem acreditar no que tinha acontecido. Não denunciei porque pensei que pudéssemos conversar e nos resolver; afinal, foram seis anos juntos. Mas me enganei – disse Priscilla, que continuou:

– Uma ex-namorada dele ligou duas vezes. Na segunda vez, o celular dele estava comigo. Eu entreguei o aparelho ao Ronaldo e disse: ‘É ela, de novo’. Ele ficou bravo e falou que ex-namoradas poderiam ligar a hora que quisessem e que se eu estivesse insatisfeita, deveria pegar minhas coisas e ir embora. Falei que ele não tinha me achado no lixo e que não tinha direito de me tratar assim – contou. Segundo ela, a partir deste ponto, Ronaldinho ficou agressivo.

– Ele me pegou pelo braço e disse que me ajudaria a arrumar minhas coisas para que eu saísse. Pedi para conversar, mas ele entrou no carro para sair de casa. Fui atrás, e ele me empurrou com força. Passei três dias sem comer, trancada no quarto, tentando falar com ele – completou.

RELACIONAMENTO A TRÊS
Segundo o relato, Priscilla vivia um trisal com o ex-atleta – um relacionamento amoroso envolvendo três pessoas, de maneira consentida por todas. A decisão de deixar o apartamento em que morava com o jogador e a segunda mulher dele, Beatriz, na Barra da Tijuca, aconteceu após uma conversa com ela.

– A Bia achou que ele não voltaria para conversarmos. Decidi então ir para um hotel. Liguei pra ele para, mais uma vez, tentarmos conversar, e ouvi: “Tu ainda não foi pra sua casa?’. Coloquei minhas 11 malas no carro e parti para Belo Horizonte. Foram cinco horas de viagem, chorando – relatou Coelho, que hoje trabalha como motorista de aplicativo e mora com a tia.

A VERSÃO DE R10
A reportagem da “Universa”, seção do portal “UOL”, afirma ter procurado o advogado de Ronaldinho Gaúcho, Sérgio Queiroz, o qual negou que o ex-jogador tenha agredido Priscilla. Segundo ele, não houve, inclusive, acordo para pagamento de pensão até que a analista de marketing voltasse ao mercado de trabalho.

O advogado ainda disse não ter recebido nenhum processo movido por Priscilla Coelho:

– Se ela disse isso, está faltando com a verdade.