À frente do ABC, Roberto Fernandes reencontra Aflitos: “Se pudesse pularia esse jogo”

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FOTO – INTERNET
Terceiro técnico que mais dirigiu o Náutico na história, com 183 partidas e campeão pernambucano pelo clube no ano passado, Roberto Fernandes vai reencontrar o alvirrubro no próximo sábado, em um jogo especial. Diferente. Pela primeira vez, desde a reabertura dos Aflitos, o treinador irá pisar no estádio para um compromisso oficial. Porém, dessa vez, como adversário, no comando do ABC. Situação que o próprio treinador admite que não gostaria de enfrentar.
Em entrevista ao Superesportes, Roberto Fernandes abriu o coração sobre esse reencontro, que ele tratou como “esquisito”. Com forte ligação com o Náutico, clube do qual é torcedor declarado, o treinador afirmou que esperava essa volta ao estádio em outra situação. Na qual está bem mais acostumado. Comandando o Timbu à beira do gramado.
“Honestamente falando, a grande verdade é que a minha expectativa era ter sido o treinador do Náutico na reabertura dos Aflitos. Era uma coisa prometida e que estava bem conversada com o Diógenes (vice-presidente alvirrubro) no ano passado. Depois do título estadual, ele me disse que nenhum outro treinador merecia mais comandar o Náutico no retorno aos Aflitos do que eu. Sou o técnico com mais vitórias com o Náutico nos Aflitos pela Série A. No estádio, nunca perdi um clássico. Seja para Sport ou Santa Cruz”, recordou.
“Com certeza esse vai ser um jogo especial. Já enfrentei o Náutico nos Aflitos como adversário, pelo Vila Nova e Brasiliense. Mas ambas foram antes da minha primeira passagem pelo clube, em 2007. Vai ser esquisito. Se pudesse, pularia esse jogo”, completou.
Porém, o fato é que Roberto Fernandes estará no banco de reservas dos visitantes nos Aflitos e com a necessidade de vencer. Isso porque o ABC é o lanterna do Grupo A, com apenas cinco pontos. A quatro do Globo-RN, primeiro time fora da zona de rebaixamento. “Quando entrar em campo é hora de deixar a emoção de lado e ir para o lado da razão. O ABC precisa demais dessa vitória, assim como o próprio Náutico. Nesse momento, a única coisa real que nós temos dentro da competição é tentar escapar do rebaixamento. É um trabalho muito difícil”, reconheceu.
Por fim, Roberto também preferiu não projetar como será recebido pela torcida do Náutico. Mas fez questão de encerrar a entrevista com um objetivo futuro. Um dia, ainda pretende voltar aos Aflitos, dessa vez sentado no banco de reserva dos donos da casa. Como de costume.
“Acho que o torcedor do Náutico já demonstrou seu carinho por mim no jogo de reabertura (foi um dos convidados do jogo em homenagem ao ex-atacante Kuki), mas sábado o torcedor do Náutico vai torcer pelo Náutico e não pelo Roberto. Mas sei que tenho o respeito deles. Vejo isso nas redes sociais. E todo momento de dificuldade do clube tenho meu nome lembrado”, pontuou.
“Com certeza absoluta não tenho dúvidas que um dia vou voltar a comandar o Náutico nos Aflitos. Deixei muito mais amigos no clube do que inimigos. Tenho bom relacionamento com todas as diretorias. Quero um dia voltar a dar sequência a minha estatística vitoriosa no comando do Náutico nos Aflitos”, finalizou.
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