Após expor drama ao ficar desempregado, Audálio recebe ligação do presidente do CRB

Zagueiro que expôs drama ao ficar desempregado recebe ligação do presidente do CRB:
Foto: Stephanie Pacheco/GloboEsporte.com

“Hoje estou triste, desempregado e com mais de dez bocas na minha casa para comer todos os dias”. A declaração de Audálio, zagueiro do River-PI, logo depois da eliminação do time na Série D do Campeonato Brasileiro comoveu. Com a desclassificação do Tricolor, Audálio ficou sem emprego, e o sentimento de desânimo narrado pelo atleta ganhou uma repercussão imensa.

Audálio recebeu mensagens de apoio e até a ligação do presidente do seu ex-clube, o CRB, sensibilizado com a história. Enquanto aguarda a definição no futebol, Audálio contou sua história ao GE. Quem está por trás da frase “hoje estou desempregado” é pai de três filhos, criado pela mãe gari com um salário mínimo, teve a casa inundada em uma enchente, dormiu embaixo de um viaduto em São Paulo após ser enganado por um empresário e sabe levar a vida com um sorrisão no rosto porque trabalhou em um circo, vendendo maça do amor e pipoca.

A família de Audálio mora em Quebrângulo, a 120km de Maceió. Na casa, comprada pelo jogador, mora a mãe, seis dos nove irmãos, além dos sobrinhos. O pai do jogador faleceu em 2011, e desde então o zagueiro se responsabilizou por cuidar de todos. Audálio é quem sustenta a família com o salário que ganha jogando futebol.

– Saudade de casa, da família, mas era saudade que só que queria deixar (para matá-la) no fim do ano. A gente tem que antecipar a volta, infelizmente. Minha família vai estar esperando, minha mãe, faço tudo por ela, meus sobrinhos, irmãos, filhos. Todos estão esperando. São pessoas que dependem de mim, sou grato a Deus por ter me dado o dom de jogar bola e conseguir ganhar alguma coisa para ajudar minha família. Desemprego é uma situação difícil, mas Deus vai abrir as portas e logo estarei empregado – narrou Audálio.

– Penso mais neles (família) do que em mim porque minha família depende exclusivamente de mim. Eu me viro, sei me virar, estou acostumado a apanhar muito do mundo aí, já sofri demais e superei, graças a Deus. Não vejo a minha família passar pelo que já passei, isso não desejo para ninguém – completou o pai de Audálio Filho, caçula de dois anos; Cauã, de 8; e Alice, de 11.

Antes do futebol, o menino Audálio trabalhou em um circo, o “Touro e rodeio São Geraldo”.

Na época em que esteve na base, Audálio – que antes de ser zagueiro era goleiro – passou a fase mais difícil, quando acabou sendo enganado por um empresário que deixou ele e um grupo de jovens em um alojamento, com a promessa de jogar um campeonato, e fugiu.

Fonte: Globoesporte/PI