O Vasco segue uma triste sina no Brasileirão: o jogo contra o Fortaleza, no Castelão, foi o quarto em seis rodadas em que o Cruz-maltino levou um gol após os 40 minutos. Neste domingo, isso significou o empate do Leão, além de um balde de água fria no que seria a primeira vitória do Gigante da Colina no Brasileiro.  Para Vanderlei Luxemburgo, faltou malandragem à equipe carioca para segurar o resultado:

– Houve algumas jogadas em que a gente poderia ter saído no toque. Com a vantagem no placar, a gente deveria tocar mais a bola, rodar ela entre os laterais e o zagueiro, até no goleiro. Fazer o adversário correr e o tempo passar.
Isso pertence ao futebol. Isso é malandragem. Tem que furar a bola. 44, não tem mais jogo, fura a bola.

Yago Pikachu - Fortaleza x Vasco
Yago Pikachu abriu o placar no Castelão  (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

No duelo na capital cearense, apesar da menor posse de bola (44%), o Vasco finalizou mais do que o Fortaleza (14 a 11). Apesar disso, caso o CSA não piore seu saldo de gols contra o Goiás, em casa, nesta segunda-feira, o Gigante da Colina permanecerá na lanterna da competição ao fim da sexta rodada. Diante deste cenário, Luxemburgo exaltou o adversário e enxergou evolução no jogo do equipe carioca.

Estamos no início de trabalho. Ganhar do Fortaleza aqui é muito difícil. Se comparar com o jogo passado, as chances que nós tivemos, eu saio daqui satisfeito. Tivemos muitas chances de matar o jogo. E no fim, em um lance de perda de bola, saiu o gol deles. Eu vejo que a equipe evoluiu. O torcedor fica chateado, porque poderia sair com a vitória, mas estamos esperançosos, pois vemos uma evolução em campo – avaliou.

SAIU SATISFEITO
V. Luxemburgo: Eu tenho que sair satisfeito daqui hoje, porque eu vi muita coisa boa. Vocês estão focando em um lance que faltou para a gente sair com o resultado. Na minha cabeça, eu estou satisfeito pela produtividade da equipe. Criamos diversas chances de sair com a vitória. Infelizmente não saímos, temos que aprender a fazer o tempo passar.

ELOGIOS AO FORTALEZA
Eles têm muitas jogadas treinadas, com uma estratégia muito bem trabalhada. Nós sabíamos que eles jogariam assim e viemos com a estratégia de jogar no contra-ataque. Tivemos muitas chances de matar a partida no contragolpe. Isso era uma estratégia nossa. As pessoas confundem com medo, mas era estratégia de jogo. O Rogério também jogou no contragolpe. Ele não fez uma marcação mais em cima, pois nós tínhamos velocidade para matar o jogo.