Rafael Tenório continua no comando do CSA. Um dia depois de pedir licença do cargo por conta da repercussão negativa pela venda do mando de campo do jogo contra o Flamengo em 12 de junho, pelo Campeonato Brasileiro, o dirigente voltou atrás e seguirá no posto.

Bastante criticado por torcedores pela transferência da partida ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, o mandatário planejava se licenciar por 90 dias e chegou a entregar uma carta de afastamento ao Conselho Deliberativo na quarta-feira (15), mas voltou atrás nesta quinta (16), de acordo com o clube, “depois de ouvir a maioria”.

Na terça (14), quando o CSA oficializou a venda do mando de campo do jogo contra os cariocas, Rafael Tenório justificou que a estratégia só seria adotada contra times que não têm pretensões parecidas às do clube na competição.

“Tudo nosso aqui é muito planejado, muito discutido. Nós sabemos os dez clubes que nós não temos condições de concorrer com eles diretamente. Nós não podemos pensar em Flamengo, Palmeiras, Grêmio, Inter, Cruzeiro, Atlético-MG… Qual é o nosso grupo? É Avaí, Fortaleza, Ceará, Bahia, Chapecoense, Vasco, Botafogo, Fluminense, Goiás…. Então, nós estamos nesse grupo aí”, disse.

“Então, por exemplo, eu não penso em fazer a venda de um jogo CSA e Vasco. Não vou, porque eu posso trazê-lo para cá e porque é meu concorrente direto em se livrar da zona de rebaixamento”, acrescentou o presidente.

Com três pontos em quatro jogos, sendo três empates e uma derrota, o CSA ocupa a 17ª colocação do Campeonato Brasileiro. O time volta a campo no domingo (19) para encarar o Internacional, no Beira-Rio, pela quinta rodada.