Presidente do Fluminense volta à Europa por operação de R$ 200 milhões para o clube

Pedro Abad tenta regularizar finanças do Fluminense
Pedro Abad tenta regularizar finanças do Fluminense Foto: Lucas Merçon/Fluminense

Em busca de investidores para solucionar a crise financeira vivida pelo clube, Pedro Abad, presidente do Fluminense, voltou à Europa. O mandatário está em Londres, onde tenta vender a dívida cível e trabalhista do clube junto a um fundo de investimentos, em operação que poderia gerar R$ 200 milhões aos cofres tricolores.

A operação financeira não é novidade no Brasil. Ao assumir o Flamengo em 2013, a Chapa Azul trouxe mecanismos do mercado financeiro para ajudar o clube a sanar suas dívidas, que à época, somavam mais de R$ 750 milhões.

No ano passado, o então vice-presidente de finanças do Fluminense, Diogo Bueno, conseguiu um fundo de investimentos em um banco nacional e captou os investidores para a compra de dívidas cíveis e fiscais. Os juros, segundo ele, eram de 1,97%, valor abaixo do mercado. Mas Pedro Abad, à época, considerou a taxa elevada, e prometeu procurar outras instituições financeiras. Desde então, nada foi feito neste sentido.

A ideia, grosso modo, é diminuir o número de credores e alongar a dívida pelo menos ao médio prazo, onde se torna pagável. Caso consiga vender seus débitos pelo valor de 50 milhões de euros, como deseja, o Fluminense teria mais tempo para pagar e menos gente batendo à porta por dinheiro. O clube juntaria, então, suas dívidas cíveis e trabalhistas. O fundo estrangeiro quitaria os valores com as instituições e o Tricolor teria alívio no fluxo de caixa.

O Flu, então, tentou o BMG. Um dos credores do clube, o banco, que negou a transação à Bueno no ano passado, está mais próximo do Tricolor em 2019. Mas não o suficiente para um acordo. Por isso, Abad procurou um dos agentes mais influentes no futebol europeu e com livre caminho nas Laranjeiras: Giuliano Bertolucci. O empresário intermediou o encontro do presidente com banqueiros estrangeiros.

O Tricolor daria como garantia 50% das suas divisões de base para a iniciativa privada, informação dada pelo NetFlu e confirmada pelo EXTRA. No caso do fundo pensado por Diogo Bueno, o lastro seria quatro anos da cota de televisão a receber. As visitas de Pedro Abad à Inglaterra não são à toa: além de buscar um aporte financeiro de larga escala como a venda da dívida, tenta maneiras de receber valores da venda do atacante João Pedro ao Watford.

 

 

 

 

 

 

 

 

Caio Blois

EXTRA.GLOBO