Se dentro de campo o Fluminense conseguiu se encontrar sob o comando do técnico Fernando Diniz, fora dele a situação financeira ainda é bastante complicada. O clube chegou ao terceiro mês sem pagamento de salários na CLT, considerando 13º, janeiro e fevereiro, além dos direitos de imagem. Com isso, o Flu corre contra o tempo para evitar um novo mal estar com os atletas.

O quinto dia útil do mês foi apenas nesta segunda-feira, devido ao Carnaval. Mas, mesmo assim, o Flu não conseguiu cumprir seus compromissos. Há cerca de um mês, vale lembrar, os jogadores do time tricolor chegaram a ficar um dia sem treinar em protesto pelos vencimentos atrasados. Alguns atletas importantes do grupo estão irritados com as constantes promessas e conversas sem prazo com a diretoria.

Quem chegou em 2019 recebeu apenas um salário até o momento. No final de fevereiro, o clube quitou o mês de dezembro e as premiações em atraso e pagou o mês de janeiro aos reforços. Aqueles que estão há mais tempo no elenco podem acionar o clube juridicamente, assim como o meia Gustavo Scarpa fez, buscando uma rescisão unilateral.

Apesar disso, nenhum dos jogadores, neste momento, pensa em acionar a Justiça para resolver o caso. Todos os atletas, apesar da insatisfação, acreditam no projeto do Fluminense com Fernando Diniz e ainda não cogitam essa possibilidade.

Bloqueios em contas e penhoras impedem que a diretoria regularize a situação. A chegada de Paulo Henrique Ganso, que recebe cerca de R$ 300 mil por mês, e a busca para contratar Nenê também geram desconfiança no elenco. Não pelas contratações em si, mas sim pelo alto investimento que a diretoria planeja mesmo com dívidas.

O Fluminense ainda não tem prazo para acertar o que deve ao elenco. O time volta a entrar em campo na quinta-feira, contra o Boavista.