Corinthians x Santos coloca frente a frente “escolas” de Carille e Sampaoli

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O clássico entre Corinthians e Santos do próximo domingo, na Arena de Itaquera, válido pela 10ª rodada do Campeonato Paulista, coloca frente a frente dois dos nomes mais renomados do futebol Sul-Americano quando se trata da função de treinador: Fábio Carille e Jorge Sampaoli. Apesar de unanimidades, os comandantes possuem formas diferentes de pensar o jogo e pertencem a “escolas” de futebol distintas.

“Minha escola é do que aprendi, do que acredito que dá certo, com as características dos jogadores se encaixando. Foi isso que eu aprendi com o Mano [Menezes], com o Tite. E é isso o que eu vejo no trabalho do Simeone, Mourinho, enfim. O meu modo de trabalhar é mais essa linha de organização com linha de quatro, enquanto o do Sampaoli é mais de movimentação”, disse Carille em entrevista coletiva.

Assistente do Corinthians durante praticamente uma década, Carille possui em seu currículo as responsabilidades, antes de assumir o principal cargo da comissão técnica, de ter treinado as defesas, principalmente para Tite. Por conta disso, o treinador ficou marcado por construir times que se expunham muito pouco atrás, aproveitando a força do conjunto para o jogo ofensivo e o sucesso dentro das quatro linhas.

Do outro lado do clássico deste domingo está Jorge Sampaoli, treinador de um dos times de maior destaque neste início de temporada. Após uma passagem sem sucesso e de fracasso na Copa do Mundo da Rússia frente à Argentina, o comandante parece estar se reencontrando no Peixe, conhecido por dominar seus adversários e em nenhum momento abdicar de preencher os espaços no campo ofensivo.

“Nós sabemos como o time do Sampaoli joga. Eu não sei como é a preparação e a linha de trabalho dele. São ideias, algumas que dão certo, outras não. Você depende das peças também, porque no Chile funcionou, na Argentina não funcionou. Então são ideias e todas elas são interessantes. Ele contratou jogadores na linha do que ele pensa, como nós também contratamos em cima da ideia do Corinthians em 10 anos, que tem a mesma essência desde o Mano, apesar de algumas mudanças”, acrescentou o corintiano.

Para o clássico, Carille não revelou a escalação com antecedência, como costuma fazer. Tudo isso por conta da indefinição quanto ao esquema tático e as peças que levará a campo. Se seguir a tendência dos últimos treinos da semana, a formação deve ser diferente da que entrou em campo contra o São Bento, com Boselli no comando do ataque e Clayson aberto, com Vagner Love no banco de reservas.

“As ideias você não muda, o que você muda é um passo, algumas coisas pequenas. A gente precisa ser mais agudo, porque o Santos é uma equipe que joga para frente e, às vezes, acaba dando o contra-ataque. São estilos de jogo. Eles gostam de ficar no campo ofensivo e se saem na frente fica pior ainda, porque eles tem um contra-ataque muito forte”, analisou Carille.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mateus Videira* – São Paulo , SP

FONTE – GAZETA ESPORTIVA