Veteranos, altitude e mais: conheça os rivais do Flamengo no Grupo D da Libertadores

Cristián Rodríguez: veterano é uma das armas do Peñarol, rival do Flamengo
Cristián Rodríguez: veterano é uma das armas do Peñarol, rival do Flamengo Foto: Reprodução/Facebook

Peñarol, do Uruguai, LDU, do Equador, e San José de Oruro, da Bolívia, são os três adversários do Flamengo na fase de grupos da Taça Libertadores da América. O Jogo Extra apresenta a seguir alguns destaques de cada uma dessas equipes. A estreia rubro-negra será na próxima terça-feira, contra o San José, fora de casa. Depois, o time de Abel Braga recebe LDU e Peñarol no Maracanã.

Mescla impulsiona o pentacampeão Peñarol

Experiência não falta ao Peñarol, terceiro — e possivelmente o mais difícil — adversário do Flamengo na fase de grupos. O clube de Montevidéu, pentacampeão da Libertadores, manteve a espinha dorsal que conquistou o último Campeonato Uruguaio, com um time recheado de veteranos. O maior destaque é o meia Cristián “Cebolla” Rodríguez, de 33 anos, que marcou 15 gols em 29 jogos na última temporada — média de uma bola na rede a cada duas partidas.

Cristián, que já teve rodou por Paris Saint-Germain, Atlético de Madrid e teve rápida passagem pelo Grêmio, disputou duas Copas do Mundo pelo Uruguai. Outros jogadores calejados no elenco são os atacantes Fabián Estoyanoff, de 36 anos, e Lucas Viatri, de 31, revelado pelo Boca Jrs. Maxi Rodríguez, argentino de 37 anos e com três Copas do Mundo no currículo, aumentava a bagagem do meio-campo até ano passado, mas trocou o Peñarol pelo Newell’s Old Boys.

Há também, por outro lado, jovens destaques que pedem passagem no time dirigido por Diego López, ex-zagueiro uruguaio que fez carreira no futebol italiano. Paul Brian Rodríguez, atacante de 18 anos, é tido como grande promessa do Peñarol e já tem feito seus gols no profissional. Darwin Núñez, de 19, foi titular no ataque do Uruguai no Sul-Americano sub-20 deste ano. Agustín Cannobio, de 20, foi presença constante na última temporada.

O time-base do Peñarol costuma atuar com : Dawson, Lema, Formiliano, González e Hernández; Novick, Gargano, Estoyanoff, Cristián Rodríguez e Canobbio; Viatri.

LDU corre por fora com velhos conhecidos

Dirigida pelo uruguaio Pablo Repetto, a Liga Deportiva Universitária (LDU) corre por fora em sua busca por reeditar momentos de glória. Desde os títulos da Libertadores de 2008 e da Sul-Americana de 2009, vencendo o Fluminense em ambas as finais, o time de Quito acumula desempenhos modestos.

Anangonó é a esperança de gols da LDU
Anangonó é a esperança de gols da LDU Foto: RODRIGO BUENDIA / STF

Nos dois últimos anos, por exemplo, sequer foi à Libertadores e caiu nas oitavas da Sul-Americana. O argentino Hernán Barcos, principal goleador da LDU no passado recente, mudou de ares e foi para o Nacional-COL.

O título equatoriano de 2018, porém, trouxe boas impressões. Juan Anangonó, de 29 anos, preencheu o papel de Barcos como artilheiro. O atacante Aguirre, ex-Botafogo, e o volante Orejuela, ex-Flu, são rostos conhecidos dos cariocas nesta LDU.

Altitude desafia o Flamengo em estreia na Bolívia

O primeiro adversário do Flamengo se divide, na verdade, em dois: além de encarar o San José, o time rubro-negro precisará aguentar os efeitos da altitude de 3,7 mil metros na cidade boliviana de Oruro, na próxima terça.

Esta será a primeira vez que Oruro recebe um time brasileiro desde o fatídico jogo contra o Corinthians, em 2013, que terminou com a morte do torcedor Kevin Espada, de 14 anos. O menino foi atingido, na arquibancada, por um sinalizador disparado quando a torcida brasileira levantava um bandeirão. A polícia prendeu 12 torcedores do Corinthians após o jogo — os últimos libertados voltaram ao Brasil cerca de seis meses depois do incidente. A Conmebol, à época, determinou que o Corinthians jogasse com portões fechados e proibiu bandeirões.

Com histórico modesto, o San José surpreendeu ao conquistar o título do último Clausura, como é chamada a segunda metade do Campeonato Boliviano. O artilheiro Jair Reynoso, que anotou 20 gols em 26 jogos, não está mais no elenco. O treinador Eduardo Villegas saiu em janeiro para assumir a seleção da Bolívia. Dos pilares do time, resta o incansável capitão Didi Torrico, que jogou todos os jogos do Clausura, de volante ou lateral.

Bernardo Mello

FONTE – EXTRA