Juiz explica expulsão de Valentim, relata palavrões de presidente e quebra-quebra da torcida do Vasco em súmula

O Vasco pode sair de Itaquera com um prejuízo ainda maior para o Campeonato Brasileiro que apenas a derrota para o Corinthians por 1 a 0. Em sua súmula, o juiz Wilton Pereira Sampaio relatou xingamentos do presidente Alexandre Campello e também o quebra-quebra da torcida nas arquibancadas da Arena.

Outro ponto importante do relatório é a explicação da expulsão do técnico Alberto Valentim.

“Informo que após o término do 1º tempo expulsei do banco de reservas o sr. Alberto Valentim por ter sido informado pelo 4º árbitro, sr. Edson Antonio, via rádio, que após a marcação de um tiro de canto a favor da equipe adversária (último lance do 1º tempo) o mesmo arremessou, em forma de protesto pelo não encerramento do 1º tempo, um copo com água no chão, gesticulando ostensivamente e proferindo as seguintes palavras: “ele está louco”, sendo que o técnico já havia sido advertido verbalmente pelo 4º árbitro e árbitro assistente 1, sr. Fabrício Vilarinho da Silva, sobre sua conduta inadequada”, começa.

“Depois de sua expulsão o técnico invadiu o campo de jogo e foi em direção a equipe de arbitragem dirigindo-se a mim da seguinte forma: “você está de sacanagem, está me perseguindo”, sendo este contido pelo policiamento e retirado por membros da comissão técnica e atletas de sua equipe”, completa.

Segundo a súmula, a expulsão causou os primeiros xingamentos do presidente Alexandre Campello.

“Informo que no intervalo da partida quando o sexteto de arbitragem se dirigia para seu vestiário, no túnel de acesso, estava aguardando a passagem o sr. Alexandre Campello, presidente da equipe do Vasco, que dirigiu-se a mim da seguinte forma: “não dá nenhuma falta pra gente, expulsa o treinador, ainda dá cartão amarelo pro goleiro, caralho! Vai ser caseiro do c***””, diz o relatório.

O cartola vascaíno ainda se envolveu em mais uma confusão depois do apito final.

“Depois do encerramento da partida e ao deslocar para o túnel de acesso aos vestiários, a equipe de arbitragem teve que permanecer na entrada do túnel por aproximadamente 3 minutos enquanto o policiamento providenciava o isolamento e a segurança para que a equipe tivesse acesso a seu vestiário, já que se encontravam aguardando a passagem da equipe de arbitragem o sr. Alexandre Campello, juntamente com o atleta Maxi López (não relacionado para a partida) e outros dirigentes da equipe que não foi possível identifica-los e me ofenderam com os seguintes dizeres: “ladrão safado, filho da p***, nos roubou novamente”, diz o árbitro.

Wilton Pereira Sampaio ainda explica que não expulsou ninguém ao fim do jogo, quando Fagner e Desabato se envolveram em uma confusão, por não ser não “possível ser verificado qualquer tipo de atitude que necessitasse de medidas disciplinares”.

Fora de campo, a torcida do Vasco também acabou sendo pauta do relatório de arbitragem.

“Informo ainda que depois do término da partida no espaço destinado a torcida visitante (Vasco) observamos que alguns torcedores retiraram os assentos e os arremessaram em direção a torcida adversária e do policiamento que se encontrava fazendo o isolamento entre ambas. O referido tumulto foi rapidamente contido pelo policiamento”, disse.

O Vasco ainda segue bem ameaçado. O clube cruzmaltino começou o sábado com 21% de chances de cair e viu a conta subir para 26%.

O time de Alberto Valentim tem 39 pontos. Com uma difícil combinação de resultados (empate do Sport em casa com o Flamengo e vitórias fora de casa de Ceará e Chapecoense contra Fluminense e Grêmio, respectivamente), pode até terminar a rodada dentro da zona de rebaixamento.

O Vasco encerra a competição enfrentando São Paulo (C), Palmeiras (C) e Ceará (F).

 

 

 

 

Fonte: Espn

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *