Com fim da hegemonia Rio x Osasco, Superliga Feminina promete muito equilíbrio

Com fim da hegemonia Rio x Osasco, Superliga Feminina promete muito equilíbrio

Até a última Superliga, era quase impossível imaginar que uma final feminina não teria a presença de Rio de Janeiro ou Osasco. Na realidade, por 11 vezes a decisão foi entre os dois times. Mas, no ano passado, o investimento do Praia Clube deu certo, e a equipe mineira levou o título. Para a temporada 2018/2019, o time campeão manteve o investimento e promete brigar pelo bi. O Minas, que também investiu forte, é outro candidato à taça. E outros times também se reforçaram. Pelo menos seis equipes prometem chegar com chances de buscar uma vaga na final.

– A nossa responsabilidade é a mesma de sempre, o que aumenta é a nossa visibilidade em função do título. A Superliga evolui a cada temporada, as equipes candidatas ao título estão cada vez mais fortes e os considerados intermediários também não podem ser deixados de lado. Não teremos vida fácil – contou Paulo Coco, técnico do atual campeão, o Praia Clube.

Mesmo sem o mesmo investimento de alguns anos, o Sesc/Rio manteve um time forte e ainda contratou a ponteira russa Kosheleva. Já o Osasco precisou se reestruturar após a perda do patrocínio, mas a força da camisa e as contratações pontuais credenciam o time na luta pelo caneco. Pinheiros e Praia Clube se enfrentam nesta terça-feira pela abertura da Superliga feminina, em partida antecipada da sexta rodada, com transmissão ao vivo do SporTV 2. O Praia será um dos representantes do Brasil no Campeonato Mundial de Clubes e, por isso, teve alguns compromissos com datas alteradas na tabela.

Os times do Sesi-SP e do Bauru se fundiram e formaram um elenco forte para fazer frente aos rivais. A nova equipe, Sesi-Bauru, contratou a oposta Valentina Diouf e tem uma das inversões 5-1 mais fortes da competição, com as entradas de Naiane e Tiffany. O time foi campeão paulista pela primeira vez, no mês passado, superando o Osasco nas finais.

O Barueri do técnico Zé Roberto Guimarães também trouxe algumas jogadoras renomadas, como a levantadora campeã olímpica Dani Lins, e busca um lugarzinho entre os melhores.

O torcedor já vai poder ver do que são capazes esses dois times na primeira rodada. Eles se enfrentam nesta sexta, a partir das 19h30 (horário de Brasília). A partida será transmitida ao vivo pelo Globoesporte.com.

Confira informações sobre as equipes da temporada:

Praia Clube
Última temporada: campeão
Resumo: Atual campeão da Superliga é a equipe a ser batida este ano. O time manteve a base da equipe vencedora e trocou apenas algumas peças. Claudinha e Waleswka deixaram o time, mas para seus lugares vieram a levantadora americana Carli Loyd e a meio Carol, da seleção. Também chegaram Rosamaria e Michelle para a ponta, para disputar a vaga de Amanda que foi para Barueri.

Sesc/Rio
Última temporada: 2º lugar

Resumo: Vice-campeãs, as comandadas de Bernardinho prometem buscar de novo o lugar mais alto do pódio. O time perdeu Fabi (aposentada) e Gabi (Minas) na sua linha de passe, mas trouxe a ponta russa Kosheleva. Ficará a cargo de Gabiru substituir a líbero bicampeã olímpica. Bia, da seleção brasileira, chega para reforçar o bloqueio do time.

Minas
Última temporada: 3º lugar

Resumo: Bem ao estilo mineiro, a equipe chega sem fazer muito barulho, mas com contratações de peso. Natália e Gabi, ambas da seleção, são as novas ponteiras da equipe. A oposta Bruna, destaque da Superliga do ano passado também chega com moral. O trio se junto a Macris, Leia, Carol Gattaz e Mara, todas com passagens pela seleção, para buscar o título.

Osasco
Última temporada: 4º lugar

Resumo: Sem o investimento de outros anos, o Osasco viu seu projeto ameaçado, mas conseguiu se manter e montar um time competitivo. Claudinha, Walewska e Natasha foram campeãs da última Superliga. Camila Brait e Mari Paraíba permaneceram no time e formam uma boa linha de passe. A veterana Paula Pequeno volta ao time para dar experiência. O retorno da oposta americana Destinee Hooker também merece destaque.

Barueri
Última temporada: 5º lugar

Resumo: na segunda temporada da Superliga Feminina, o Barueri quer chegar mais longe do que no ano anterior, quando foi eliminado pelo Osasco nas quartas. Para isso, contratou a levantadora da seleção Dani Lins e a ponteira Amanda. A oposta polonesa Skowronska segue sendo o principal nome de ataque.

Fluminense
Última temporada: 6º lugar

Resumo: continuar surpreendendo. Esse é o objetivo do Fluminense nesta temporada. No ano passado, o time fez boas partidas contra os favoritos e se mostrou uma pedra no sapato dos postulantes ao pódio. Joycinha é a principal contratação do time.

Pinheiros
Última temporada: 7º lugar

Resumo: Sem o mesmo investimento das outras equipes, o Pinheiros quer manter a regularidade para chegar às quartas de final. A cubana Herrera é o principal destaque do time para a temporada.

Sesi-Bauru
Última temporada: 8º lugar / 12º lugar

Resumo: o Bauru conseguiu uma surpreendente vaga nas quartas de final no ano passado, enquanto o Sesi foi apenas 12º. Juntos, a equipe se tornou forte e pode ameaçar os favoritos e prova disso foi o inédito título do campeonato paulista. A oposta italiana Diouf e a levantadora Fabíola foram as principais contratações.

São Caetano
Última temporada: 9º lugar 

Resumo: o time entra na Superliga com dois objetivos: primeiro, fugir das últimas colocações e evitar um rebaixamento. Depois, tentar beliscar a última vaga nas quartas de final.

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