Nova derrota incomoda, mas Zé Roberto vê evolução em quadra: “Caminho é esse”

Zé Roberto. Foto: GloboEsporte

Depois da derrota, a análise. No terceiro amistoso contra os Estados Unidos, o Brasil mostrou claros sinais de evolução. No primeiro momento, inclusive, chegou a empolgar. Mas, em meio à busca pela melhor forma, faltou fôlego para manter o ritmo até o fim. Ainda assim, José Roberto Guimarães vê motivos para confiar em dias melhores rumo ao Mundial, no fim de setembro.

– Esse jogo já mostrou para gente uma evolução do sistema defensivo como um todo, do bloqueio-defesa, da adaptação à velocidade do jogo americano. A gente sentiu que ainda falta um pouco de agressividade em alguns fundamentos. Nós podemos melhorar no saque, no bloqueio. E, principalmente, quando quebramos o passe (dos EUA), não transformamos isso numa situação boa para o nosso time. Mas gostei da dinâmica do jogo, de como aconteceram as coisas, do começo ao fim. Eu acho que o caminho é esse. Fazer musculação, não tirar o pé do treinamento, porque precisamos cada vez mais melhorar o ritmo e aumentar a nossa intensidade.

A leitura do jogo traduz os motivos da derrota. Depois de um começo muito bom, o Brasil perdeu intensidade e voltou a errar. No tie-break, porém, mostrou força para buscar o empate e quase conseguiu a vitória. Um alento, na visão do treinador.

– Logicamente, gostei mais do primeiro set. No segundo, a gente já sentiu o time com mais dificuldade. No terceiro, já caímos de produção. O quarto foi o pior set que a gente fez, com inúmeros erros. E o quinto, conseguimos retomar depois de eles saírem muito na frente. Isso me dá o alento de saber que o time tem força para seguir jogando.

Um fato a ser comemorado foi a volta de Thaísa ao time titular. A central, que já havia entrado no decorrer do primeiro amistoso, sentiu a falta de ritmo, como todo o time. Mas festejou estar dentro de quadra desde o início.

– Eu ainda não estou no ritmo das meninas, estou um pouco atrás. Tem coisa também de acerto de tempo de bola, em alguns momentos não acertamos muito bem. Mas isso é treinamento, é jogo pós-jogo, fiquei muito tempo fora. É ter paciência, manter a cabeça no lugar para não se abater no momento que errar. Ver os pontos que precisamos melhorar e trabalhar. Não dá para parar. Já, já, tenho certeza que vamos chegar. Já está melhor do que estava. Sendo bem crítica, fico brava porque sei do que posso fazer. Mas fico feliz porque sei que está a cada melhor.

O Brasil faz seu último amistoso contra os Estados Unidos neste sábado.

Fonte: GloboEsporte