Crise fora dos campos e prazo para quitação do elenco: Flu vive dia crucial

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Em meio a esse cenário, o clube vive ebulição política. Além disso, a atual gestão encara forte resistência da torcida. Fatos evidenciados na noite da última terça-feira, quando um grupo de torcedores invadiu a eleição do conselho deliberativo na sede das Laranjeiras para protestar.

O clube deve 13º e férias de 2016 e 2017, além de cinco meses de direitos de imagens. O clima entre os jogadores é de insatisfação com os atrasos. Tal cenário já havia se acentuado no início do ano ao saberem que o Flu tinha quitado parte das dívidas com Scarpa com receio de ação judicial que acabou se concretizando.

Na última sexta-feira, o diretor de futebol, Paulo Autuori, reuniu o grupo antes do treino e reforçou a promessa da diretoria de quitar os débitos até o fim do mês. Tal situação incomoda o próprio dirigente que, durante a viagem da delegação aos EUA, avisou à cúpula que poderia deixar o cargo caso a promessa não fosse cumprida.

O clube vinha confiante na quitação das dívidas no prazo determinado, graças ao dinheiro da venda do volante Wendel ao Sporting-POR. Um problema de última hora, no entanto, complicou os planos. A Justiça determinou o bloqueio de 30% do valor referente à negociação. O Flu entrou com recurso para tentar a liberação, mas teve o pedido negado.

O dinheiro da venda ainda não caiu na conta do clube. O Tricolor avalia se pode pegar parte, descontando o que está bloqueado. Há, porém, o temor de que isso possa ser considerado descumprimento da decisão judicial. Paralelamente, o Flu busca outros recursos, como a iminente venda de Henrique Dourado para o Flamengo, que pode ser concretizada nos próximos dias.