Novo dirigente do Vasco quer “apagar incêndios” quitando salários até dia 5

A reintegração do armador americano David Jackson, de 35 anos, ao elenco do Vasco da Gama foi apenas o primeiro passo. Mas Luiz Ferreira quer muito mais. Sócio do Cruz-Maltino desde 1974 e com um histórico como dirigente do clube, ele, que assumiu o lugar de Fernando Lima como novo vice-presidente de esportes de quadra e salão, sabe qual é sua primeira missão na função: “apagar incêndios”. Com isso, se refere, sobretudo, ao pagamento dos vencimentos atrasados na equipe de São Januário. Esse atraso, aliás, foi o que fez com que o estrangeiro tomasse a decisão de se afastar do grupo no dia 6 de janeiro. DJ ficou treinando em separado em uma academia e foi reintegrado nesta terça-feira após uma reunião em que ouviu do dirigente a promessa de que todos os salários atrasados dos jogadores seriam acertados até o dia 5 de fevereiro. Um salário, segundo Luiz Ferreira, será pago até sexta-feira dessa semana, um dia antes do clássico contra o Flamengo, na Arena Carioca 1, na Barra da Tijuca, às 14h (de Brasília).

Na verdade, Luiz Ferreira, que foi o nome escolhido para a função pelo presidente recém-empossado Alexandre Campello, reuniu todos os atletas na tarde desta terça-feira e prometeu a quitação dos vencimentos devidos até a data citada. Ele diz que foi pego de surpresa para assumir a pasta no Cruz-Maltino e vê o pagamento dos atrasados como um primeiro passo para dar a guinada que o basquete precisa.

– Nosso primeiro projeto é apagar os incêndios. Estamos trabalhando para que até o dia 5 de fevereiro o basquete esteja rigorosamente em dia com suas obrigações. É questão salarial e outras situações que existem. Mas o crucial é salário, porque ninguém vive sem salário. Para mim, (virar vice de quadra e salão) foi uma surpresa, porque eu não queria me meter mais nisso. Mas precisaram e estou aí como soldado do Vasco – relatou.

Após a conversa com os dirigentes, os jogadores do Vasco da Gama deram a resposta e venceram o Minas. Lucas Mariano, que atua como pivô, foi um dos destaques, sendo o cestinha do duelo com 19 pontos. Ele falou sobre a situação e disse ter confiança na promessa que foi feita da quitação de salários atrasados.

A crise política no Vasco da Gama e, principalmente a financeira, que deixou os salários do basquete em atraso, prejudicaram o rendimento dentro de quadra. O Cruz-Maltino, que era citado pelos especialistas como um dos favoritos ao título, teve uma atuação muito aquém do esperado no primeiro turno, terminando essa fase na 11ª colocação, com 28,6% de aproveitamento, sendo quatro vitórias e 10 derrotas em 14 confrontos disputados.

– A gente tem certeza que essa equipe pode dar muito mais do que deu até hoje. Me aventuraria a dizer que a equipe não deu 40% do que pode dar. Segundo turno será outra história. E playoff é outro campeonato. A nossa luta agora é para reiniciar uma fase vitoriosa – comentou.

O Vasco da Gama ainda segue em uma crise financeira institucional. Mas o novo dirigente disse que há um objetivo de Campello de honrar os compromissos firmados no basquete.

– É um compromisso meu não. Mas do presidente. A diretoria fará todo o esforço para que essa situação não ocorroa novamente. Tivemos a oportunidade de conversar. Ele está animado. Temos as coordenações internas bem feitas e azeitadas. Estamos partindo para uma fase nova. Perdemos a primeira batalha, mas vamos ganhar essa guerra – concluiu.

Fonte: GloboEsporte